A nova administração do município de Bom Jardim (MA) começou a divulgar os resultados da auditoria, que está sendo realizada nas contas do município, antes administrado pela ex-prefeita Lidiane Leite da Silva (sem partido), que continua foragida desde o dia 20 de agosto, quando teve sua prisão decretada pela "Operação Éden", da Polícia Federal.  A apuração aponta fraude em recursos destinados ao setor responsável pelo programa Bolsa Família do governo Federal.


Os auditores acreditam ter descoberto um novo esquema de desvio de dinheiro público na Secretaria de Assistência Social de Bom Jardim. Conforme levantamento realizado, de janeiro de 2013 a agosto de 2015, a Secretaria de Assistência Social teria consumido mais de R$ 1 milhão de recursos públicos com o pagamento de diárias.


O auditor do município, Marcos Salgado, explicou como o esquema funcionava. Segundo disse, a secretária de assistência social Raimunda Nonata Leite Belém, tia de Lidiane Leite, autorizava o pagamento de diárias na conta de servidores, mesmo quando estes não viajavam a serviço. Depois pedia que o dinheiro fosse sacado e entregue todo a ela.


“O prejuízo do município, além do financeiro. Foi um prejuízo social, porque esse recurso se destina a visitas domiciliares, a cadastros de pessoas carentes, de famílias carentes. Então, esse serviço não foi feito e as famílias foram muito prejudicadas”, afirmou.

Documentos, depoimentos de servidores e extratos bancários reforçam a denúncia. Pelo menos 20 funcionários de todos os níveis, dentro da assistência social, receberam as diárias. Uma servidora, que preferiu não se identificar, disse ter sido aliciada pela própria secretária e que aceitou participar do esquema por se sentir pressionada.  “A gente sabia que estava errando, que isso não era correto. Mas a gente sempre tinha medo de perder nosso trabalho né? Todo mundo precisa” disse.


Agora, o município diz que vai formular denuncia contra a ex-secretária Raimunda Nonata Leite Belém. Quanto aos servidores envolvidos no esquema, acredita-se que serviram apenas de ‘laranjas’. “O servidor até que se prove o contrário, não tinha beneficio algum. Ele era muitas vezes ameaçado perder o emprego caso não compactuasse com o esquema”, explicou Marcos Salgado.

O G1 entrou em contato, por telefone, com a ex-secretária para falar sobre as acusações apresentadas pela nova administração de Bom Jardim, mas ela não atendeu ou retornou nossas ligações até a publicação desta matéria.
Secretaria de Assistência Social teria consumido mais de R$ 1 milhão de recursos públicos com o pagamento de diárias (Foto: Reprodução/TV Mirante)

86320-3O ex-jogador Edilson, conhecido como Capetinha, voltou a negar envolvimento no esquema de fraudes de pagamentos de prêmios das loterias da Caixa Econômica. Ele foi ouvido na sede da Polícia Federal de Goiânia por mais de três horas nesta segunda-feira (14).


Apesar das negativas do ex-jogador, a PF o indiciou por quatro crimes - por crime organizado, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e tráfico de influência."Edílson foi indiciado com as provas contidas na investigação e que são corroboradas com o material apreendido na casa de alguns investigados. Isso reforça o contato direto entre ele e os principais investigados", disse a delegada Marcela Siqueira, segundo o G1 GO.


Edílson falou com a imprensa ao encerrar o depoimento e disse ter a consciência tranquila. "Fiz o meu papel de cidadão. Fiz questão de vir a Goiânia para ajudar na investigação. Não ia deixar meu nome ser jogado no lixo", disse."Não tenho participação nenhuma nesse esquema. Às vezes, a gente sofre por ser uma pessoa famosa. Muita gente liga oferecendo coisas. Isso tudo é prejudicial a mim e à minha carreira. Tenho serviços prestados ao Brasil. Estou com a consciência tranquila", afirmou.


Segundo a delegada, a participação do ex-jogador era no recrutamento e acesso aos gerentes da Caixa para o esquema. Não há pedido de prisão contra Edílson.


O advogado Thiago Phileto disse que o cliente também vai esta semana à PF da Bahia. "Essa semana vamos à Polícia Federal da Bahia apresentar os extratos bancários dele. Melhor pecar por excesso do que por falta", afirmou. Sobre as ligações que a PF teria gravadas com Edílson, o advogado afirmou que nada compromete seu cliente. "Tem uma ligação que ele recebeu, de Eduardo, mas nada que comprometa. Eduardo (Pereira dos Santos, um dos presos na operação) ligou para oferecer assessoria de imprensa e de imagem a ele, e isso nem chegou a acontecer. Edílson nem sabia do esquema, tomou um susto. Nunca imaginou que pudesse ter o nome dele associado a isso", disse.


Segundo a assessoria da PF, Edilson se apresentou voluntariamente acompanhado por dois advogados para prestar o depoimento. O ex-jogador foi ouvido pelo delegado Ricardo Mendes de Mesquita.


Operação


Na última quinta-feira(10), policiais federais cumpriram mandados de busca e apreensão na casa de Edilson, que fica localizada no Horto Florestal. "Eles entraram, foram muito educados. Pegaram uns HDs e foram embora", disse, à época, Thiago Phileto. Além do HD, também foram apreendidos um carro Hyundai Veracruz e um notebook.


O advogado negou que Edilson tenha participação no esquema, que teria desviado R$60 milhões através de fraudes no pagamento de prêmios das loterias da Caixa Econômica Federal nos estados da Bahia, Goiás, Sergipe, São Paulo e Paraná, assim como no Distrito Federal. De acordo com a PF, a operação Desventura, que foi deflagrada na última quinta-feira(10) para combater o esquema, já cumpriu 10 mandados de prisão.


Eduardo Pereira dos Santos, ex-assessor de Edilson, foi um três presos na Bahia pela operação. Segundo a PF, o alto padrão de vida do rapaz, que era divulgado por ele mesmo nas redes sociais, vinha sendo bancado com dinheiro do esquema, que envolvia também roubo de senhas de cartão de crédito.

Veja o vídeo abaixo como esta a real situação dos menores hoje temos tanta coisa pra se preocupar e veja o que o governo não resolve de uma vez com esses erros que vem acontecendo no brasil esse e um exemplo da nossa criança o futuro deles daqui pra frente sera assim se o governo não tomar atitudes severas para educá-los com escolas digna de qualidade

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