beto-castroO vereador de São Luís, Beto Castro (PROS), na intenção de se reeleger tem usado de todos os artifícios. Inclusive tem usado da sua posição e de obras, que supostamente conseguiu para alguns bairros, para coagir eleitores e cometer o crime de abuso de poder.


Durante uma reunião em uma comunidade, o parlamentar afirmou que os moradores têm que conseguir no mínimo 500 votos.


“Eu quero que vocês realmente façam a diferença aqui comigo nessa eleição. Eu vou apostar aqui as fichas para que eu possa tirar… quando eu ia fazer essa rua e a rua do lado, disseram que vocês tinham a obrigação de me arrumar 500 votos. A obrigação de me arrumar 500 votos. Como eu vou estender o trabalho um pouquinho mais, eu não saio dessas urnas sem (inaudível) votos. Eu não saio. Nós vamos fazer essa rua aqui, a do lado, essa daqui e fechar o quarteirão”, exigiu Beto Castro.


O parlamentar ressaltou que as pessoas que ali estavam presentes deveriam votar nele, pois foi o único que conseguiu levar melhorias para o bairro (nos vídeos não é possível identificar de qual bairro se trata).


“Essas máquinas que estão aqui elas são minhas. Esses trabalhadores que estão ai são funcionários meus. O asfalto quem compra sou eu. Não tem parceria com Prefeitura nem governo do estado. Eu não to nem ai para prefeito. Votem em quem vocês quiserem para prefeito. Agora a exigência que eu tenho aqui é caminhar comigo”, exigiu Beto Castro.


O vereador disse, também, que vários políticos tinham passado na região prometendo arrumar as ruas, e segundo, ele, primeiro pavimenta as vias para depois ganhar os votos dos eleitores.


Ainda durante o encontro, Beto Castro falou sobre o valor da obra de pavimentação das ruas. “Essa obra aqui vai me custar quase R$ 100 mil. Vocês têm noção de quanto é uma carrada de asfalto? Custa em torno de 5 a 6 mil reais. Bem aqui tem R$ 10 mil jogado no chão, Fora a diária desses caras que eu tenho que pagar toda vez que termina, fora as máquinas que eu tenho que locar. Será se eu mereço ser traído por vocês?, questionou o vereador.


O discurso acima é característico de crime de abuso de poder, pois, segundo rege a Lei Nº 4.898, o comportamento do vereador foi irregular intrusivo ou omissivo de autoridade. Ele executou uma medida que ignora a observância das formalidades legais.


“Constitui abuso de autoridade qualquer atentado: aos direitos e garantias legais assegurados ao exercício do voto.”, assegura o Art. 3º da Lei Nº 4.898.


Além de ser crime eleitoral.


https://youtu.be/s1o6AHKOaRk

https://youtu.be/uDW3azWBO0E

https://youtu.be/cC9sDjgAwYU